Cuiabá, 23 de janeiro de 2021

Conselheira do CNJ fala sobre a importância da sustentabilidade dentro do poder judiciário

Por: Ana Claudia Fortes - 11 de dezembro de 2019

A conselheira Ivana Pena, procuradora de Justiça e membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), esteve em Cuiabá-MT e falou sobre a importância da sustentabilidade dentro da instituição pública, especificamente no poder judiciário, e sobre a aproximação entre a sociedade e a justiça,  em  conversa com o NewsJur, durante a realização do IV Encontro de Sustentabilidade do Poder Judiciário estadual, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

 

“Primeiramente quero parabenizar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, pela realização desse, que é o 4º Encontro de Sustentabilidade. O tema é importante para a sociedade. O Tribunal de Justiça, o Poder Judiciário que encampa a questão da sustentabilidade, está preocupado que suas ações não sejam apenas ações do presente, mas que sejam ações que viabilizem para as gerações futuras novas ações, ou a continuidade delas. Durante o Encontro de Sustentabilidade, vários projetos foram anunciados com o foco ambiental, na inclusão social, ou na questão econômica, isso quer dizer, o desenvolvimento que é buscado, é o que atinja esses três eixos, daí que a sustentabilidade é temática de avanço, com foco no humano e social. A entrega de uma justiça ágil, sem dúvida passa por capacitação de sustentabilidade.

Mato Grosso, é exemplo para outros Estados porque conta com a Vara Ambiental, porque é na especialização que você consegue entregar um serviço mais qualificado. A temática ambiental é preocupação do mundo, é uma preocupação da ONU, e no Brasil, com tantos recursos naturais, e com uso indevido desses recursos, você ter dentro da Justiça de Mato Grosso uma prática pioneira na especialização de meio ambiente, que já foi premiada pelo Inovare, é de grande valia para que outras unidades possam adotar essas prioridades.

São ações que saem da capital, estão atingindo as comarcas. O poder judiciário tem disseminado algumas práticas no interior, ao qual eu avalio que é necessário passar a imagem real de como atua o poder judiciário. As ações não ficam no Tribunal de Justiça, e elas não ficam restritas a aquele que é o integrante do Poder Judiciário. Quando você age em nome da justiça, você age para a sociedade. Portanto é lá na comunidade, junto aos ribeirinhos que você vai conseguir entregar a justiça. O que não significa o processo em andamento. O Poder Judiciário que trabalha com a ideia de sustentabilidade, ele trabalha com ações de integração. Integração com outros poderes, com a sociedade organizada, e aí o judiciário revela-se mais aberto, portanto mais forte.

A sociedade percebeu a mudança e quer mais, ela quer mais acesso à justiça e isso é muito importante, e essas ações são sem qualquer dúvida de aproximação”.