Cuiabá, 08 de março de 2021

Preconceito e globalismo

Por: Ana Claudia Fortes - 19 de fevereiro de 2021

Jornalista Onofre Ribeiro

O prestigiado jornal de negócios Valor Econômico publicou na semana passada, edição de 11/2, um longo artigo com o título “A nova fronteira que, com riscos, transforma o Brasil”. Trata do crescimento e da evolução do agronegócio de Mato Grosso em particular. Reconhece o crescimento, a evolução tecnológica e o seu peso na economia nacional. Mas ao mesmo tempo questiona que existem riscos ambientais e não reconhece quaisquer esforços feitos ao longo do tempo. O artigo usa o estilo bate e assopra. Mas na essência reflete o título. Põe a questão ambiental como paradigma mundial que em algum momento irá paralisar a produção do agronegócio no Brasil e em Mato Grosso. Independente do estágio de controle ambiental em que se encontre. Pra isso usa um a linguagem muito preconceituosa que hoje domina o movimento crescente de globalismo. Nele as pautas mundiais caminham para discussões políticas com o discurso construído pra isso. Nas linhas abaixo falarei disso.

A eleição do presidente dos Estados Unidos deixou bem claro a existência de um movimento crescente em escala muito rápida, chamado de globalismo. O termo ainda circula nos meios políticos e acadêmicos como ponta de uma teoria que se deseja implantar no Brasil. Obviamente copiado do mundo, onde o globalismo cresce muito mais rápido.

Em que consiste? É, de certo modo, uma evolução do socialismo do século 21. Sem a truculência do socialismo do século 20 que matou milhões e milhões de pessoas na União Soviética, na China, no Cambodja e em países africanos e asiáticos.

Consiste no chamado multilateralismo. Nele, o poder mundial sai dos governos nacionais, e vai para organizações multilaterais como a Organização das Nações Unidos-ONU, Organização Mundial da Saúde-OMS, Organização Internacional do Trabalho-OIT, Fundo Monetário Internacional-FMI e tantas com a mesma ação mundial. O seu conjunto construiria um governo supra-nacional, engolindo os governos nacionais. Esse tipo de governo se basearia em grande pautas mundiais, como o ambiental, as desigualdades sociais, questões de gênero e sexualidade, questões religiosas e étnicas, o controle sobre o crescimento populacional. É a mesma ordem comunista do século 20. Aí se inclui a não propriedade privada. E explica o artigo do Valor Econômico quando assinala, com insistência, os riscos ambientais. O recado subliminar está muito claro.

O pano de fundo seria dado pela China socialista, a grande financiadora, pra alcançar a posição de primeira potência mundial nos próximos anos. Junto com a China grandes investidores ocidentais como George Soros, e movimentos secretos ou profundamente camuflados como os Illuminatti, e o Vaticano. Mas tem muitos outros participantes.

A eleição do atual presidente dos EUA abriu as portas pro globalismo no Ocidente. E atualiza dois livros ficcionistas do século passado: “1984” e “O Admirável Mundo Novo”. Ambos falam de um mundo dirigido por grandes corporações internacionais. Nesta semana surgiu a informação de que Bill Gates, o dono da Microsoft, já é o maior proprietário de terras nos EUA. Justamente na visão globalista.

Olhando de forma simplista, parece não ter como evitar que o globalismo domine o mundo num prazo curtíssimo. Ai de quem pensar que é só uma teoria da conspiração!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso