Cuiabá, 30 de outubro de 2020

Presidente da OAB Nova Mutum fala a importância e os desafios de uma mulher à frente da entidade

Por: Ana Claudia Fortes - 9 de março de 2020

A diretoria da OAB – 25ª Subseção de Nova Mutum no triênio 2019/2021 tem à frente a advogada Patrícia Tieppo Rossi, natural de Amambai-MS, filha de gaúchos, fez a graduação no estado de São Paulo no ano de 1998, com especialização em Direito Processual Civil.

Foi presidente da OAB da subseção de Amambai-MS no triênio 2007/2009. Em 2010 se mudou para Nova Mutum-MT (242,9 Km de Cuiabá), atualmente é sócia do escritório Maciel, Rossi e Félix Advogados e ainda mantém um escritório no estado do Mato Grosso do Sul.

A presidente da OAB Nova Mutum fala sobre as principais demandas da classe no município, faz uma avaliação sobre o atual momento da justiça no Brasil e sobre estar à frente da instituição.

 

NJ – A senhora assumiu a presidência da OAB Nova Mutum para o triênio 2019/2021, quais as principais demandas da classe no município?

R: Quando assumi alguns dos objetivos era realizar projetos sociais, reestruturação das salas da OAB, melhorar as condições de trabalho da advocacia, com mais magistrados e servidores, entre outros. Reestruturamos as duas salas que temos, do fórum e da VT, tornando mais agradáveis e confortáveis.

NJ – Como é a relação entre a subseção e a OAB-MT?

R: É uma relação de bastante parceria, entrosamento, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso dá todo o suporte que a Subseção precisa.

NJ – Qual sua avaliação do Poder Judiciário em Nova Mutum?

R: Os magistrados são competentes e dedicados, mas como a comarca cresce de forma muito dinâmica, existe um acúmulo de processos. Temos um déficit de servidores e magistrados. A cidade cresce a passos largos, com uma economia pujante, portanto com uma demanda grande em relação ao número de servidores e magistrados, isso faz com que não tenha a celeridade necessária.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso já enviou mais servidores, mas ainda não é o suficiente, por isso continuamos na luta.

NJ – Sobre a Lei de Abuso de Abuso de Autoridade, a OAB recebe muitas demandas em relação a violação das prerrogativas? Qual sua opinião sobre a lei?

R: Não temos demandas com relação ao abuso de autoridade. As autoridades locais atuais são bem conscientes das prerrogativas.

A lei de abuso pode ser considerada um marco, mas obviamente não podemos generalizar, pois os abusos ocorrem em uma minoria, mas que fará com que essa minoria repense seus conceitos.

NJ – Como é ser uma mulher à frente de uma instituição sendo um meio predominantemente masculino? 

R: Sobre ser mulher à frente da OAB, vejo como desafio e me sinto honrada, já que sou a primeira mulher a assumir a subseção de Nova Mutum.

NJ – A OAB discute muito políticas públicas voltadas às mulheres. Quais os maiores desafios na advocacia enquanto exercício da sua profissão?

R: Políticas públicas voltada as mulheres,  temos uma preocupação com a violência contra as mulheres e temos na subseção o Projeto eu vou além, voltado para o combate à violência. Maior desafio é a lentidão e a morosidade do poder judiciário.

NJ – Quais os projetos realizados e que estão previstos ainda durante sua gestão?

R: Temos dois importantes projetos sociais, o lápis de cor, no qual arrecadamos e fornecemos materiais escolares (principalmente mochilas, além de estojos, cadernos, lápis de cor, etc) para crianças carentes. Lançamos também o projeto da Comissão da Mulher, denominado ‘Eu vou além’, onde ministramos palestras em empresas locais sobre violência doméstica e prestamos atendimento na sede da OAB com orientação sobre a violência doméstica. Esse Projeto é referência no estado.