Cuiabá, 16 de janeiro de 2021

Relação comercial do Brasil com outros países e a expectativa de investimentos estrangeiros

Por: Da Redação - 4 de dezembro de 2019

No mês de outubro, uma delegação brasileira foi convidada para participar de um seminário sobre investimentos no exterior, realizado na China. O presidente da Comissão de Direito Internacional da OAB-MT, Elvis Klauk, fez parte dessa comitiva e conta agora como foi a experiência e qual a sua visão sobre a relação do Brasil com outros países e o que ainda falta ser feito para que os investimentos estrangeiros sejam destinados para o desenvolvimento brasileiro.

“Estive na China a convite do Governo Chinês representando a Comissão de Direito Internacional da OAB/MT. A China entende que o Brasil é um importante parceiro comercial sobretudo, no que tange ao comércio dos produtos relacionados ao agronegócio. A China é o principal parceiro comercial do estado de Mato Grosso. A intensão do governo chinês neste seminário foi deixar claro o interesse em aumentar as relações comercias com o Brasil e com as empresas brasileiras, prova disso foi a participação efetiva de capital chinês do megaleilão do pré-sal.

A China tem um plano para ser a maior potência comercial do mundo e está colocando isso em prática, além de estar eliminando a insegurança jurídica nos contratos internacionais.

Toda relação comercial, sobretudo a internacional, prescinde de confiança, sobretudo os investimentos estrangeiros no Brasil. Essa confiança passa por alguns conceitos. O primeiro conceito seria o político. Como está a questão política no Brasil? Ela está pacificada ou em ebulição? A segunda é a questão jurídica. Tem segurança jurídica para investir em nosso país? E terceiro é a questão cultural. O Brasil é um país culturalmente viável para investimento? Então quanto a questão da Operação Lava Jato, por exemplo, vejo que ela é uma resposta positiva para o mundo corporativo internacional. Isso mostra que o Brasil está combatendo a corrupção, e isso é muito importante para investimento estrangeiro.

Já sobre as questões das queimadas da Amazônia, as questões políticas, não vejo isso como uma questão benéfica. O governo não soube, na minha ótica, demonstrar de forma prática, um planejamento para combater esse tipo de situação. Pelo contrário, aconteceram ataques, não foi um procedimento adequado na visão do mercado internacional. Tanto é que pudemos acompanhar, as manifestações à público tanto do governo da França quanto da Alemanha, em relação ao governo brasileiro.

O Brasil é um país muito interessante para se investir, tanto no agronegócio, quanto na infraestrutura. O que precisa é tocar projetos, como por exemplo, a Reforma da Previdência, a Reforma Administrativa e Tributária, para que os investidores estrangeiros tenham mais segurança jurídica e mais vantagens para investir no Brasil.

O investidor estrangeiro leva em consideração a questão do risco e rentabilidade para investir. O Brasil é um lugar bom para se investir, mas ele tem um potencial ainda maior, desde que sejam feitas as reformas estruturais que são necessárias”.